Sábado, 19 de Dezembro de 2009

 E é ao ver-te partir que me apercebo que és mais do que aquilo que queria que fosses...

 És mais do que o meu coração pode suportar...

 Sei lá quando voltas,e como voltas..Sei lá se voltarás a ser aquele quem eras, o eterno apaixonado pela vida e pela arte própria..Sei lá se voltarás com aquele brilho nos olhos que aparece quando me encontras,sei lá se virás com a mesma doçura com que me conquistaste há meses atrás...Sei lá se voltarás como o anjo que nunca quis que partisse mas que deixei voar, ou se voltarás triste,amargurado, e sem um pingo de amor à vida...

  Já não sei nada, já não tenho como desfazer o enigma em que te tornaste, já não tenho soluções para as minhas invariáveis perguntas sobre o porquê de estares a agir assim..Tudo se transformou numa incógnita e assim,me sinto pequena outra vez, fazendo peguntas e mais perguntas e não obtendo as respostas que realmente queria...

  E porquê? Porque a única pessoa que me poderia responder és tu, mas fechaste-te em copas e de ti não sai nada, escondeste-te entre carapaças e eu não te encontro...

 

  Mas já que foste,não foste sozinho..Levaste metade de mim contigo,levaste o meu coração..E eu aqui fico,à espera que voltes como o vento, e sorrias como o Sol sorria para Terra antes de se despedir...


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Feelings: desprotegida,pequena e confusa
Song: A que supostamente nos pertencia

publicado por merosrabiscos às 01:17
Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

  Hoje, fui a minha casa, à minha verdadeiraeterna   casa!!

  Sim hoje fui a Cascais, ver um museu de pintura que há lá..

  É aqui que devo agradecer a expressão: "Lar doce lar"..Já tinha saudades do barulho insuportável que toda a gente odeia mas que eu adoro, já tinha saudades do movimento citadino de que toda a gente se tenta escapar, já tinha saudades de olhar para o horizonte e não ver paisagens alentejanas, cobertas pelo verde das ervas e agora,pelo branco da geada, mas sim o mar,o azul eterno do mar,a linha que o une ao céu, de ver os barcos navegar ao sabor do vento, já tinha saudades de abrir a janela do carro e sentir o doce e tão familiar cheiro a maresia..

 Sim,mas do que eu tinha mais saudades era de te ver lá, com a tua bicicleta cintilante a fazer aquelas acrobacias e saltos mirabolantes( sim eu vi-te a fazer quando te foste embora), de ver o teu gorro com aquele alto estúpido, de te ouvir a rir e a olhar para mim..

  Assim que te vi, tudo mudou dentro de mim: o sangue correu mais depressa, deixei de sentir frio pela velocidade a que o meu coração batia, começei a tremer e a rir, e os meus olhos,estes olhos castanhos ganharam aquele brilho há muito perdido..

  Assim que te vi,mesmo a poucos passos de mim, não hesitei: encurtei aquela distância com uma corrida e lancei-me para os teus braços,chamando-te mongo.Não hesitaste e abraçaste-me também.Bolas,como eu sentia falta de abraços como esses, como a minha memória não falhava ao comprovar que o teu cheiro ainda era o mesmo,que o teu riso não mudara nestes meses...no fundo,não mudaste nada,e ainda bem...

  Reparei nos olhares que as minhas colegas lançaram por estares ali comigo porque não tinha como esconder: estava eléctrica pelo simples facto de estares ali ao meu lado, à distância de um toque, por voltar a ter a certeza que não és apenas aquele que povoa os meus sonhos e pensamentos, mas sim seres real.

  Julguei que a distância me ajudaria a esquecer,mas as coisas boas nunca se esquecem, ...e eu não consigo esquecer que apesar de tudo,ainda sinto um carinho por ti,como se fosses um irmão que ganhei. Oh bolas, isto é tão estranho, e ao mesmo tempo, tão familiar...Devia ter prestado atenção às pinturas, à explicação dos professores, mas não consegui, porque andava aos segredinhos contigo e a rir, como se tivéssemos outra vez 5 anos...Foi tão bom ouvir-te dizer que ias lá de propósito para me veres*.*

   Custou-me imenso ir embora, como sempre,pois só ali me sinto completa e me sinto mesmo EU,mas teve de ser..Custou-me deixar-te e ver-te partir mas fui embora com um sorriso no rosto,as face coradas e um brilho nos olhos, enquanto o meu coração guardava este momento e se dividia em dois, levando metade comigo,e deixando a outra metade com vocês e com Cascais...Atravessei a ponte que separa os meus dois mundos, mas sei a qual deles pertenço realmente, e esse,ficou do outro lado do Tejo...

 

 

 


Feelings: Nem eu sei explicar
Song: Martin Jondo- Little Closer

publicado por merosrabiscos às 22:50
Segunda-feira, 07 de Dezembro de 2009

                                             

                                        

 

Por vezes, não sentem que não são capazes de expressar pelas vossas palavras aquilo que querem?

   Pois,é isso que acontece comigo,daí usar expressões de autores, que significam exactamente aquilo que eu quero dizer...

 

 

" Procuro despir-me do que aprendi

  Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram

  E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,

  Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras.

  Desembrulhar-me e ser eu (...)"

 

                                                                           Alberto Caeiro

 

 

Pois, esta parte de um dos poemas de Caeiro é a que melhor me descreve neste momento..

Tento ser eu e não consigo, tenho camadas de máscaras que não consigo tirar,e estou a sufocar...

 Tento procurar um buraco para respirar o tão abençoado oxigénio e não consigo...

 Tento cheirar a chuva que cai dos céus cinzentos e não consigo...

  Tento tudo e não consigo nada....Nada...

 

 

   Então,pergunto-me: "Quem sou eu afinal?"

 


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Feelings: fora
Song: Beethoven- 2º e 3º andamento

publicado por merosrabiscos às 14:46
"A escrita é a pintura da voz." (Voltaire)
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