Terça-feira, 09 de Março de 2010

  

 

 

 

"Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça. perdemos também o nosso coração! Ele salta para fora do peito e depois quando volta, já não é o mesmo,é outro, com cicatrizes novas.

    E outras vezes, não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar do nosso lado."

                                                                                    Margarida Rebelo Pinto, O Dia em que te esqueci

 

 

 Não preciso de dizer mais, pois não?

 Puseste o meu coração a sangrar, quando juraste jamais fazê-lo! Estás contente?

 Cicatrizaste-o das feridas de outrora, curaste-o com o teu amor, dedicação e caracterizaste-o como frágil e precioso. Entreguei-to,o meu bem mais precioso foi teu até hoje, e quando soubeste que nada iria impedir que ele fosse teu, guardaste-o no bolso do teu casaco, junto ao teu coração, e eu concedi que o fizesses, achando que seria para sempre.

  Mais uma vez, enganei-me! Feriste o meu coração  vezes sem conta e eu perdoei sempre,e com o tempo, tiraste-o do bolso junto ao teu coração e passaste-o para outros bolsos, cada vez mais longe do principal, cada vez mais longe de ti, esquecendo-o.

  Por cada ferida que lhe fizeste, era um passo que davas para trás, era uma barreira que criavas entre nós até existir apenas o silêncio constante, a ausência de palavras e gestos, a ausência daquela cumplicidade que tínhamos.

  Se posso ter o meu coração de volta? Não! Não enquanto o meu sentimento por ti for este, não enquanto sonhar contigo, não enquanto chorar ao lembrar-me daquilo que continuas a ser para mim, enquanto a minha respiração se alterar cada vez que te vejo, não enquanto me continuares a olhar, e eu retribuir, não enquanto eu disser: " Eu continuo a amar-te, e continuo a viver, por ti, e para ti. "

  

 


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Feelings: =(
Song: Matisyahu- King Without A Crown

publicado por merosrabiscos às 20:26
óh, que lindo *.*
« Por cada ferida que lhe fizeste, era um passo que davas para trás, era uma barreira que criavas entre nós até existir apenas o silêncio constante, a ausência de palavras e gestos, a ausência daquela cumplicidade que tínhamos. » , faz - me lembrar tanta coisa ;s

beijinhos
fii a 9 de Março de 2010 às 21:01

"A escrita é a pintura da voz." (Voltaire)
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